No entanto, essa presença ainda não se reflete nos postos de comando das empresas nem na contratação de produtos do setor. É o que mostra a primeira edição da pesquisa FeMa Meter, divulgada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que supervisa o setor. O levantamento reúne informações de 142 empresas supervisionadas pela autarquia e busca mapear a participação feminina tanto como profissionais quanto como consumidoras de seguros e planos de previdência privada aberta.
A iniciativa deve servir de base para a formulação de políticas públicas voltadas à inclusão no mercado securitário. Notícias relacionadas Mulheres comandam produção em duas em cada dez propriedades rurais. Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo. Mulheres são as que mais impulsionam outras carreiras femininas.
Principais dados Mulheres representam 54,4% da força de trabalho das empresas participantes; Elas ocupam 28,5% dos cargos de gestão executiva; Apenas 18,5% das vagas em conselhos de administração são ocupadas por mulheres; A participação feminina como titular de seguros e de planos de previdência privada aberta também é inferior à dos homens nos segmentos analisados. Desigualdade na liderança Apesar de serem maioria entre os trabalhadores do setor, as mulheres continuam sub-representadas nos cargos de maior poder de decisão.
Segundo a pesquisa, a presença feminina diminui à medida que aumenta o nível hierárquico dentro das empresas, evidenciando um desequilíbrio entre participação na força de trabalho e acesso às posições estratégicas de liderança. Consumo de seguros O estudo também identificou que as mulheres ainda contratam menos produtos de seguros e de previdência privada aberta do que os homens. A Susep destaca que compreender esse comportamento é importante para ampliar a inclusão securitária e desenvolver produtos mais adequados ao perfil das consumidoras.
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