Governo tenta votar pelo menos o fim da escala 6×1

Foi discutido priorizar a PEC da Segurança, mas a proposta dormita no Senado desde março. O governo petista não conseguiu construir consenso pela tramitação da proposta, que tem resistência de governadores e da bancada da segurança. Para avançarem, as duas propostas dependem de despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), às turras com Lula.
No governo, a avaliação é que se o fim da escala 6x1 não entrar na pauta no “esforço concentrado”, não deve ser votada este ano. Como a proposta tem forte apelo e renderia dividendos eleitorais, a esperança governista é que isso faça Alcolumbre andar com a pauta. No caso do PEC da Segurança, o governo não formou maioria e teme que o Senado altere o texto e inclua, por exemplo, endurecimento penal. Enriquecimento de Wagner entra na mira da polícia O senador Jaques Wagner (PT-BA), amigão de Lula (PT), é alvo central da 9ª fase da Op.
Compliance Zero, de junho, e passa a ser investigado pelos sinais de enriquecimento. Intriga quem se interessa pelo tema como o petista carioca chegou na Bahia sem um tostão no bolso, virou sindicalista e na política declara fortuna de R$24,5 milhões. O patrimônio que cresceu 631% em oito anos, com bens que vão de apartamento do exclusivo Corredor da Vitória, em Salvador, a terrenos de valor milionário. Wagner é acusado de receber vantagens como apartamento adquirido com dinheiro da corretora Reag, suspeita de elo com o crime organizado.
Lula e seu governo protegeram Wagner, como indica a suspeita de vazamento da 9ª fase da operação Compliance Zero. O crescimento patrimonial abrupto, bens não declarados e suspeitas de propina reforçam a desconfiança contra conhecidas práticas petistas. Flores da Cunha foi um dos maiores líderes políticos do Rio Grande do Sul, mesmo com a reputação de emérito boêmio, chegado ao carteado, às bebidas e às mulheres, como acusou um adversário, num comício: “Não bebo, não jogo e nem ando com mulheres de vida duvidosa!”.