No entanto, relatos da mídia internacional afirmam que restam pelo menos 400 migrantes nas ruas e praias próximas à fronteira com o Marrocos. Grande-Marlaska afirmou que “quase todos” os imigrantes que entraram no enclave retornaram ao Marrocos, incentivados e escoltados por militares e policiais espanhóis. Ao menos 48.000 pessoas voltaram ao Marrocos, de acordo com o governo espanhol.
O posicionamento do governo desencadeou protestos contra o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez (Psoe, esquerda), em diferentes partes do país. Apoiadores da centro-direita e de direita criticaram o premiê por não ter uma posição mais incisiva contra a migração em massa. Durante manifestações em frente ao consulado do Marrocos em Barcelona e na embaixada do país em Madri, manifestantes gritavam: “Pedro Sánchez, filho da puta”.
Assista: Concentración franquista en el Consulado de Marruecos en Barcelona al grito de “Pedro Sánchez, hijo de put*” pic.twitter.com/JiHekBSi1H — Fonsi Loaiza (@FonsiLoaiza) July 31, 2026 ‼️🇪🇸🇲🇦 | AHORA — Así está el ambiente frente a la embajada de Marruecos en Madrid ante la invasión en Ceuta y Melilla. Miles de españoles indignados exigen responsabilidades mientras Sánchez está de vacaciones en La Mareta.
pic.twitter.com/WyzoVL8pRp — EDATV (@edatvoficial) August 2, 2026 De acordo com informações do New York Times, homens que continuam no enclave estão reunidos em uma praia, sem acesso a alimentos, água ou condições mínimas de higiene. Com a superlotação do centro de migração de Ceuta, os homens do grupo que restou permanecem deitados em pedaços de papelão rasgados. Apresentavam ferimentos nos pés por causa da travessia. Além de marroquinos, muitos dos que cruzaram o mar vêm de países subsaarianos. Recusam-se a voltar ao Marrocos.
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