É nessa época que, inevitavelmente, me pego refletindo sobre uma mudança silenciosa que tenho testemunhado nos consultórios. Durante anos, a dermatologia falou muito sobre a pele da mulher, sobre a gravidez, sobre as oscilações hormonais femininas. Mas e eles? Os homens que cruzam a porta do consultório hoje não são mais os mesmos de uma década atrás.
Eles chegam com uma demanda muito específica, que resume perfeitamente o espírito do homem contemporâneo: “Doutora, eu quero me cuidar, mas não quero parecer que me cuidei.” Este é o cerne da nova vaidade masculina. Não se trata de uma rejeição aos cuidados, mas de uma rejeição à artificialidade. O homem moderno quer envelhecer bem, manter o cabelo no lugar e o rosto com contorno definido, mas sem perder a virilidade natural, sem parecer plastificado ou maquiado. E é justamente aí, nesse delicado ponto de equilíbrio entre a melhora estética e a total naturalidade, que a tecnologia se torna a nossa maior aliada.
Quando falamos em rosto masculino, falamos de estrutura. Ângulos, maxilar definido, sobrancelhas mais baixas. O que mais os incomoda não são as rugas finas, essas, muitas vezes, eles até gostam, pois as associam a maturidade e experiência. O que os tira do eixo é a flacidez que distorce o formato do rosto. É a papada que surge e apaga o ângulo da mandíbula, é a pálpebra que cai e dá um aspecto de cansaço eterno. Para tratar isso sem entregar o tratamento, as tecnologias de bioestimulação e ultrassom microfocado são imbatíveis.
Elas agem no subsolo da pele, estimulando o colágeno e retraindo os tecidos, sem agredir a superfície. O homem sai do consultório em um dia e no dia seguinte perguntam se ele está mais descansado, se mudou o corte de cabelo, se voltou a malhar. Essa é a mágica: o resultado é estrutural, não cosmético. O cabelo, de fato, é a maior porta de entrada do homem no autocuidado. A calvície mexe com a autoestima de uma forma visceral. Mas aqui também há um abismo entre o desejo e o medo.
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