Amiga de Lulinha fez 41 visitas sem registros a órgãos do governo

Segundo a Polícia Federal, a suspeita é de que Lulinha tenha utilizado sua influência política em benefício de empresas privadas, contando com a atuação de Roberta Luchsinger em reuniões e articulações com representantes do poder público.
Em algumas das agendas levantadas, a empresária esteve acompanhada de empresários e representantes de companhias como Duosystem, Grupo Bringel, World Cannabis, 3STRUCTURE IT e Unigel. Uma das reuniões analisadas ocorreu dias antes da assinatura de um contrato de aproximadamente R$31 milhões entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e a empresa 3STRUCTURE IT, fato que também integra o conjunto de elementos examinados pelos investigadores.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que as reuniões realizadas no Palácio do Planalto não produziram atos administrativos, contratos ou decisões governamentais. O Ministério da Saúde afirmou que encontros com representantes do setor privado fazem parte da rotina da pasta e negou qualquer favorecimento. Já o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social declarou que o ministro Wellington Dias mantém relação de amizade com Roberta Luchsinger e que os encontros não resultaram em medidas administrativas.
A defesa de Roberta Luchsinger sustenta que a empresária atua na representação institucional de clientes perante órgãos públicos e afirma que todas as visitas ocorreram dentro da legalidade. Os advogados também negam qualquer parceria comercial irregular. A defesa de Lulinha declarou que ele não recebeu pagamentos relacionados a negociações de empresários com o governo federal e rejeitou a existência de tráfico de influência.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que apura se as reuniões e contatos mantidos com integrantes da administração pública tiveram relação com contratos, benefícios ou outras decisões governamentais.